A Câmara Municipal de Maracás, no sudoeste da Bahia, teve mais um capítulo da disputa pela Mesa Diretora nesta quinta-feira (8). O presidente da Casa, Jonas Bernardo de Amorim, decidiu não colocar em votação a ata da sessão de 1º de outubro, quando foi realizada a eleição para o biênio 2027–2028.
Durante a sessão, Jonas afirmou que o documento apresenta questões controversas e que os atos relacionados à eleição estão submetidos à apreciação do Poder Judiciário. Com base no Regimento Interno, ele adiou temporariamente a votação da ata.
Eleição ocorreu após decisão judicial
A eleição estava marcada para 1º de outubro, mas foi cancelada pela Presidência na véspera. Após questionamento judicial, uma decisão liminar determinou a realização do pleito na data prevista.
A votação aconteceu sob a condução do então vice-presidente da Câmara, e a chapa encabeçada por Renê Pires de Almeida recebeu seis votos para comandar a Mesa Diretora no próximo biênio.
Vereadores questionaram decisão
Na sessão desta quinta-feira, vereadores defenderam que a ata fosse submetida à votação do plenário. Jonas, por sua vez, argumentou que a decisão judicial determinou a realização da eleição, mas não obrigou a votação da ata naquela sessão.
O impasse amplia a crise política no Legislativo municipal, marcada por divergências sobre procedimentos regimentais e pela disputa em torno da eleição.
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