A sessão ordinária da Câmara Municipal de Maracás, realizada nesta quinta-feira (8), terminou antes do previsto após uma confusão envolvendo vereadores.
O clima já era tenso durante os debates sobre a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027–2028, realizada no último dia 1º após uma decisão judicial.
Durante a sessão, o presidente da Câmara, Jonas Bernardo de Amorim (Republicanos), suspendeu os trabalhos por alguns minutos. Na sequência, anunciou o encerramento da reunião em razão de “brigas de colegas vereadores” e de uma “confusão no interno da Câmara”.
O momento exato da suposta briga não é totalmente captado pela transmissão oficial da sessão, e os detalhes do confronto devem ser considerados a partir dos relatos dos envolvidos e de outros registros em vídeo.
Discussão começou com eleição da Mesa
Um dos principais pontos de conflito foi a eleição realizada em 1º de outubro.
O vereador Marcos Silva da Fonseca, conhecido como Marcos de Clóvis (PT), questionou a situação ocorrida naquele dia e afirmou que os vereadores encontraram a sede da Câmara com a presença de seguranças particulares.
Segundo o vereador, havia mais de 20 pessoas no local e parlamentares teriam sido impedidos de acessar determinadas áreas do prédio.
O presidente Jonas Amorim contestou a versão e afirmou que Marcos estaria faltando com a verdade.
Jonas disse que gabinetes, secretarias e corredores estavam liberados e que o plenário possui regras próprias de acesso durante as sessões.
O presidente também afirmou que, caso algum vereador tenha sido impedido de entrar em alguma área da Câmara, isso não teria ocorrido por determinação dele.
A discussão ficou acalorada.
Marcos respondeu que não era mentiroso e desafiou o presidente a apresentar provas caso considerasse falsa a versão apresentada.
Segurança na Câmara virou ponto de disputa
A presença de seguranças particulares na Câmara no dia da eleição também foi mencionada durante a sessão desta quinta-feira.
A eleição de 1º de outubro ocorreu após uma decisão liminar da Justiça que suspendeu o cancelamento do pleito determinado pelo presidente da Casa.
Segundo informações divulgadas após o episódio, a Polícia Militar foi acionada para acompanhar o cumprimento da decisão judicial. A votação acabou sendo realizada sob a condução do então vice-presidente Hellyan Gonçalves Ferreira dos Santos.
Durante a sessão desta quinta, vereadores também questionaram quem teria contratado os seguranças que estavam no prédio.
A questão, porém, não foi esclarecida publicamente durante o debate.
Relatos de outro episódio envolvendo vereador
Também foram mencionados em plenário relatos de que, durante os acontecimentos de 1º de outubro, teria ocorrido um desentendimento envolvendo um funcionário da Câmara e o vereador Renê Pires de Almeida, eleito presidente da Mesa Diretora para 2027–2028.
O episódio foi citado pelos parlamentares durante a discussão, mas eventuais registros policiais ou documentos oficiais relacionados ao caso ainda precisam ser confirmados.
Sessão terminou após novo conflito
Na parte final da sessão desta quinta-feira, o ambiente voltou a ficar tumultuado.
O presidente suspendeu temporariamente os trabalhos e, pouco depois, anunciou o encerramento da reunião.
A crise ocorre poucos dias depois da eleição judicializada da nova Mesa Diretora e coloca novamente a Câmara de Maracás no centro de uma disputa política que envolve vereadores, servidores, Presidência e decisões judiciais.
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