A mina Maracás Menchen, localizada na Bahia, iniciou em 7 de agosto de 2026 a produção de concentrado de cobre associado a metais do grupo da platina. A novidade amplia o aproveitamento mineral da operação, conhecida pela produção de vanádio. A informação foi divulgada pela mineradora Largo Inc. em comunicado publicado no dia 10 de agosto.
A empresa recebeu autorização da Agência Nacional de Mineração (ANM) para produzir e comercializar cobre, metais do grupo da platina, níquel e cobalto como subprodutos de suas atividades. O material pode conter também ouro, paládio e prata.
Segundo a Largo, a nova produção utiliza equipamentos já existentes na mina, incluindo a estrutura de flotação anteriormente utilizada no processamento de ilmenita, mineral associado à produção de titânio. Por isso, a produção de concentrado de ilmenita foi temporariamente suspensa para priorizar a nova atividade.
Produção prevista de até 380 toneladas por mês
Em comunicado de 14 de agosto, a mineradora informou que sua estimativa inicial é produzir entre 300 e 380 toneladas mensais de concentrado de cobre e metais associados, com teor médio esperado de aproximadamente 15% de cobre.
A companhia também manteve sua projeção de produzir entre 10.500 e 12.000 toneladas equivalentes de pentóxido de vanádio (V₂O₅) ao longo de 2026.
Na ocasião do anúncio, a empresa ainda negociava as condições do primeiro embarque comercial do novo concentrado com fundições e comerciantes especializados. Portanto, a produção já havia começado, mas a comercialização ainda estava em negociação naquele momento.
A nova frente de produção representa uma oportunidade de diversificação para a Largo, que pretende aproveitar outros minerais presentes no material extraído. Os resultados econômicos e os possíveis reflexos para Maracás dependerão da evolução da operação e da consolidação das vendas.
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